Damiana Angrimani

 

Mãe da Manu e de um bebê que não veio pra cá.
Psicóloga,
escorpiana, viciada em séries, gifs e memes.

Há sete anos, aconteceu meu nascimento como mãe. Planejei a gravidez. Engravidei. Comemorei e perdi o bebê. Sofri. Tive um atendimento péssimo de todos os profissionais que estavam próximos a mim. 

Nessa época, era psicóloga infantil e tomei uma decisão. Iria atender mulheres para que elas tivessem o acolhimento que eu não tive. 

Comecei a estudar temas diferentes de tudo que conhecia. Meses depois, estava grávida da Manu. Comemorei novamente! Passei por um parto bem distante do que havia idealizado (porque isso acontece muito) e por uma experiência chamada “puerpério” (que dispensa comentários).

Além de luto gestacional e neonatal, passei a estudar, fazer cursos e me aproximar cada vez mais da Psicologia Perinatal

Em 2015 estudei no Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa) os aspectos psicológicos da gravidez, parto e puerpério. Este curso foi um dos mais importantes que fiz, mudei minha visão da maternidade e me senti “livre” para exerce-la da forma que eu acreditava. 

Depois disso fiz curso de educadora perinatal e também de educadora parental em Disciplina Positiva pela PDA (Positive Discipline Association). Realizei formação em psicologia da assistência perinatal e de teoria do apego pelo Instituto Aripe e na Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) cursei Inovação em Saúde Materno-Infantil. 

Sou pós-graduanda em Psicologia na Perinatalidade e Parentalidade pelo Gerar (Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal) e integro o grupo de pesquisa em Psicologia da Saúde na Universidade Metodista de São Paulo, realizando projetos para diminuir a incidência de transtornos psíquicos no ciclo gravídico puerperal.

Cada vez que atendo uma mãe, um pai e até mesmo um casal no puerpério, sinto que me encontrei no caminho do trabalho. Facilito um espaço para que, principalmente, as mulheres, sejam ouvidas e respeitadas. 

Além dos atendimentos individuais e de casal, também facilito grupos de luto, pós-parto, gestação e outras temáticas… Amo estar nos grupos e aprender com cada pessoa que vai até lá. 

Além da ponta iluminada da varinha de Harry Potter, a palavra lumos vem do latim e significa luminosidade, luz. Acredito que seja essa a nossa maior vocação, como psicólogas que atuam no ciclo gravídico puerperal. 

Quando nasce a mãe, devemos apoia-la para que ela possa acessar com leveza a luz do conhecimento de si e de seu bebê. Dirimir dúvidas, trazer esclarecimento, iluminar aquilo que parece ainda obscuro e incerto.

Foi esse sentimento vocacional que me levou a tomar contato com a Lumos, espaço de desenvolvimento da saúde física e emocional, onde as diferentes formas de convívio social e humano são diariamente cultivadas.