Aline Calixto

Mineira. Ginecologista e Obstetra. Trabalhadora humanitária e professora. Mãe da Bel.
 

Aline nasceu numa cidade do interior de Minas. Criada na roça de seu avô, cercada de um tanto de primas e primos.

Foi pra BH cursar o Ensino Médio. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fez a faculdade de medicina, a residência de Ginecologia e Obstetrícia e o mestrado em Gestações de Alto Risco.

Faz parte da ONG Médicos Sem Fronteiras, com quem trabalhou em contextos desafiadores. Tem forte as marcas da experiência que viveu em uma maternidade no interior do Afeganistão, local que assistia a 1.700 partos ao mês, com apenas 3% de cesarianas. Ali, como única médica ginecologista-obstetra, aprendeu a potência do trabalho multidisciplinar e a riqueza do conhecimento tradicional das parteiras locais. Renasceu para a Medicina. Aprendeu o significado mais profundo da palavra “cuidar”. E a tatuou (em pachtum, o dialeto árabe falado ali na província de Khost). Violência sexual contra a mulher e direitos reprodutivos são temas fortes de outras vivências profissionais que a marcaram muito. 

Hoje, faz parte do Conselho de Médicos Sem Fronteiras no Brasil. Uma experiência riquíssima como gente, como mulher e como médica!

Veio para São Paulo em 2016 com o marido, o Beto. É mãe da Bel, uma pequena nascida de um parto natural transformador, sob o olhar cuidadoso das suas companheiras parteiras. Se vê melhor obstetra depois de viver a gestação, o parto e o puerpério.

Segue estudando os temas Saúde da Mulher e Saúde Pública, como pesquisadora no Hospital Albert Einstein. É, também, professora no curso de Medicina da Faculdade Einstein. Filha de professores, entendeu desde muito cedo o poder transformador da sala de aula (e de um campo de estágio).

Na atuação diária, luta por uma assistência respeitosa ao parto e por devolver o protagonismo à mulher.

“Vamos juntas. ‘A vida quer da gente é coragem’.”