Dolores Nishimura


 

Ginecologista, obstetra e mastologista.
Mergulhadora e apaixonada por gatos.

 

 

Antes de se apaixonar pelo mar, a menina Dolores passou sua infância rodeada de bichos de fazenda (com direito a bicho-de-pé). Ela nasceu de um parto normal, na pequena cidade de Pompeia, no interior paulista. Aos dois anos se mudou para o Mato Grosso, onde ficou até os 11 anos de idade.

Parte da adolescência, Dolores passou na cidade de Ribeirão Preto e foi lá que, aos 16 anos, encantada com as aulas de Biologia, teve seu primeiro desejo de ser médica. Ela se formou na USP de Ribeirão, onde também fez sua residência de Ginecologia e Obstetrícia, antes de se mudar para São Paulo, em 2010. Na capital paulista, fez sua segunda residência, dessa vez, em Mastologia.

Foi somente depois de completar a sua formação que Dolores teve seu primeiro contato com a humanização. Em 2012 ela leu um texto escrito pela obstetriz Ana Cristina Duarte e percebeu o quanto ainda não conhecia sobre esse universo.

“Aquele texto fez muito sentido. O jeito que ela descreveu… o que a gente conhece durante a faculdade não é o protagonismo da mulher. O humanismo deveria ser ensinado na academia.”

Instigada com o que acabava de descobrir, Dolores entrou em contato com Ana Cristina, e, por intermédio dela, conheceu outras tantas pessoas desse novo mundo que a encantava cada vez mais. Com as novas descobertas também veio um jeito novo de trabalhar, valorizando sempre o protagonismo da mulher e deixando de lado qualquer tipo de paternalismo que possa ser associado à classe médica, “Eu sempre gostei de explicar para as pacientes as opções baseadas nas evidências científicas. A partir disso, divido com elas as responsabilidades das decisões que elas queiram tomar”, diz. “As mulheres têm que decidir o que fazer com os corpos delas”, completa. 

 

Já completamente envolvida com a humanização, Dolores chegou até a Lumos por um convite da pediatra Vânia Gato. A amizade das duas nasceu (junto com um bebê) numa sala de parto, em 2015.  Desde então, Dolores viu o sonho da amiga tomando forma até a criação da clínica que ela define como “um oásis na aridez de São Paulo”, um lugar que não apoia e acolhe somente as mulheres no início da maternidade, mas toda a família ao longo de todas as fases da vida das pessoas.

“Um bebê não pode ser bem cuidado se seu cuidador não está bem cuidado. Aqui as mães conseguem vir, respirar, se abastecer de carinho e apoio para sentirem que não estão sós, mas sim compartilhando os aprendizados da maternagem”.

Atendimento:

Sextas das 09:00 às 13:00