Alexandre Coimbra Amaral

 

Psicólogo e terapeuta de casais, grupos e da família
um curioso sobre a experiência humana, um apaixonado por palavras

 

 

A vida de Alexandre Coimbra começou com um desencontro. Nascido prematuro, passou seus primeiros três meses de vida longe da mãe.

Da própria história veio o entendimento de que o desencontro é parte natural da vida e justamente a experiência que possibilita que as pessoas se encontrem consigo mesmas para repararem seus traumas mais íntimos.

Das histórias das outras pessoas veio a paixão por ouvir. Na infância, dividida entre Belo Horizonte e o interior de Minas Gerais, o menino Alexandre se encantava com a diversidade humana e com a vida das pessoas que o circulavam no microcosmos que era a rua onde morava. Conhecia cada bêbado do boteco, cada criança e cada comerciante. E ainda tinha tempo para sonhar com o resto do Brasil, que conhecia pelas histórias estradeiras do seu vizinho caminhoneiro.

Com seu insaciável desejo de conhecer mais a alma humana e com tantas histórias na cabeça, Alexandre pensou até em ser dramaturgo – ideia que ainda não eliminou da sua cabeça (aparentemente, ele não elimina nenhuma) – mas percebeu que a psicoterapia poderia ser uma grande forma de se aproximar mais das experiências das pessoas.

Graduou-se, então, em psicologia, em BH, e começou a atuar como terapeuta infantil e depois de famílias. Decidiu se mudar para o Chile, onde fez seu mestrado, e passou também a dar aulas – mais uma de suas inúmeras paixões. Com saudades do Brasil, voltou e fixou moradia em Salvador. Lá fundou um instituto de terapia familiar, o Humanitas, onde ajudou a formar mais de 600 profissionais de psicoterapia.

Mesmo auxiliando tantas famílias no caminho da conexão, Alexandre não pensava em ter sua própria família. Ele pensava primeiro em Daniela. A esposa, também psicoterapeuta, foi sua verdadeira motivação para ter filhos. “Eu tenho filhos porque tenho a Dani. A gente brincava que devia ter filhos juntos mesmo se não quiséssemos ficar juntos”, conta com tom romântico (o mesmo que usa para contar quase tudo).

A paternidade apareceu na sua vida como mais uma grande viagem de descobertas por caminhos que ele nunca poderia ter trilhado sozinho. “Hoje sinto que meu processo de desenvolvimento está sendo completado por eles. São eles que estão me levando para lugares muito desconhecidos. Me fazem sentir aprendiz”, diz ele ao falar dos três filhos: Luã “ativista da própria vida, um questionador nato”; Ravi, “o artista. Respira arte e beleza. Geminiano que pula da luz para sombra” e Gael, “o viking forte e intenso, nascido num parto de 40 minutos”.

Como não poderia ser diferente, os filhos mudaram completamente o jeito de Alexandre ver a própria carreira. Ao se interessar por partos humanizados, conheceu diversos profissionais que atuavam nessa área e se questionou sobre o papel da psicologia nesse momento da vida das mulheres puérperas e das novas famílias que mudavam com a chegada dos bebês. Foi quando conheceu a pediatra Vania Gato, num workshop no sul da Bahia. “Vi a sua força e fiquei impressionado com a capacidade de construção e revolução daquela mulher. Quando ela disse que queria montar a Lumos, coincidiu com algo que eu queria fazer”.

Encantado com o projeto da nova amiga, decidiu se mudar para São Paulo. “Vim para a Lumos antes de vir para São Paulo! É meu lugar de afeto. Me sinto em casa com pessoas que fazem parte de uma família profundamente amorosa e conectada. Isso é importantíssimo para alguém que tem uma profissão solitária como a minha”.

De todas as experiências que está vivendo no novo trabalho, uma em particular tem surpreendido e empolgado Alexandre: o grupo terapêutico de homens. “Tem sido uma das coisas mais lindas dos meus dias. Ver esses homens se redescobrindo falando de suas emoções de outra forma. Isso só poderia ser feito num ambiente que faz florescer ideias que precisavam urgentemente aparecer. É uma casa que acolhe o puerpério de todo mundo, um lugar de parir coisas novas.”

Atendimento:

Sextas das 09:00 às 13:00